A economia circular deixou de ser apenas um conceito sustentável para se tornar uma ferramenta direta de redução de custos em condomínios. Na prática, trata-se de eliminar desperdícios e aproveitar melhor os recursos já disponíveis — algo que, segundo especialistas do mercado, ainda é negligenciado na maioria das gestões. “O desperdício é uma sangria silenciosa. Ele acontece todos os dias e impacta diretamente o valor da taxa condominial”, afirma Marcio Abdalla, que atua na área de gestão condominial em São Paulo.
Lixo mal gerido custa caro
Entre as medidas mais imediatas está a organização da coleta seletiva. Quando feita de forma correta, com orientação clara aos moradores, ela reduz o volume de lixo comum — que tem custo mais alto de descarte — e melhora a destinação de recicláveis.
Energia desperdiçada pesa no bolso
A substituição de lâmpadas convencionais por LED e a instalação de sensores de presença em áreas comuns são mudanças simples, com impacto direto na conta de energia. Pequenos ajustes operacionais podem gerar economia relevante no curto prazo.
Água: consumo sem controle eleva despesas
Vazamentos não identificados, rotinas excessivas de lavagem e a falta de reaproveitamento são fatores que elevam custos sem necessidade. O uso de água de reuso ou de captação da chuva para limpeza e irrigação já se mostra uma alternativa eficiente.
Lixo orgânico pode virar economia
Resíduos orgânicos, quando destinados à compostagem, deixam de ser custo e passam a ser recurso. O adubo gerado pode ser utilizado nos jardins, reduzindo despesas com manutenção.
Compras mal planejadas geram desperdício
A ausência de planejamento nas compras, excesso de estoque e escolha inadequada de fornecedores contribuem para gastos desnecessários. Uma gestão mais estratégica impacta diretamente o caixa do condomínio.
Compartilhar também reduz custos
O uso coletivo de ferramentas e objetos pouco utilizados evita novas aquisições e incentiva a convivência entre moradores, sem demandar investimento adicional.
Sem engajamento, não há economia
Para Mauro Abdalla, o sucesso das medidas depende da participação dos moradores. “Quando as pessoas entendem que pequenas mudanças impactam diretamente o valor que elas pagam todo mês, o comportamento muda”, destaca.
No cenário atual, de custos condominiais em alta, ignorar práticas de economia circular é manter uma estrutura de desperdício constante. Mais do que uma tendência, a redução de excessos se tornou essencial para equilibrar as contas e garantir uma gestão eficiente.