Rio de Janeiro ainda possui 19 unidades ativas

Termina amanhã o prazo para que todos os municípios do Brasil acabem com os lixões. Porém, para muitas cidades brasileiras, a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos não poderá ser cumprida. O Rio de Janeiro, por exemplo, ainda possui 19 lixões ativos, mas, de acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, o Rio pode ser considerado o mais avançado para alcançar a meta do Governo Federal.

“Hoje, 93% dos resíduos são destinados corretamente a aterros sanitários e há três consórcios que já estão por detalhes encerrando as negociações para concluir e assim colocar em operação esses outros aterros, permitindo o fechamento dos lixões”, afirmou Portinho em entrevista recente ao telejornal Bom dia Rio, da TV Globo, em que também ressaltou que o prazo para estes 19 lixões pendentes serem descontinuados vai de 60 a 90 dias.

Desde 2007, 50 lixões foram fechados em todo o Rio de Janeiro. O lixão de Japeri, na Baixada Fluminense, foi o último a ser fechado nesta quinta-feira, 31 de julho. De acordo com  a Secretaria Estadual de Ambiente, o local recebia cerca de 76 toneladas de resíduos diariamente. Agora, os caminhões de lixo serão encaminhados para a Central de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu, também na Baixada.

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Entenda a Política

A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).

Nas palavras da advogada especialista em meio ambiente, Telma Bartholomeu, “hoje em dia, quando se pensa em gestão de resíduos, devemos fazê-lo de modo amplo englobando qualquer atividade que possa impactar o ambiente. (…) O comércio e prestadores de serviços devem se preocupar em cumprir uma legislação moderna e específica, focada na não geração e no máximo aproveitamento dos resíduos, prevendo responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, de forma individualizada e encadeada entre os diversos players do mercado: fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, além de consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos”.

Lembrando que, por sermos moradores de condomínios, temos a missão de orientar e divulgar a importância do descarte correto de resíduos de obras, tão presente na construção civil.

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